em algum momento, uma de nós se iria aperceber disso. em algum momento uma de nós iria querer ver-se livre desta mesma rotina e seguir em frente. por um acaso, fui eu. naquela tarde decidi que tinha de ser corajosa o suficiente para te encarar, e para te dizer tudo aquilo que já devia ter dito à muito tempo. não foi planeado. todas as palavras que saíram da minha boca, vieram do coração. talvez se tenham deixado influenciar pela mágoa, pela raiva que já trazia no meu coração. não somos perfeitas. ambas erramos. em nenhum momento, eu quis colocar a totalidade da culpa sobre os teus ombros. eu também te magoei, também te fiz sofrer. e pior, talvez tenha sido por minha causa, por ter uma irremediável esperança que as coisas se poderiam remediar... talvez por isso tenhamos chegado a este extremo. estava enganada. desculpa. situações como a nossa só podem ter este fim. tenho pena, aliás, nada me deixa mais triste que esta "distância" entre nós. foste alguém que marcou a minha vida, de uma forma positiva e também negativa. mas ainda assim, dificilmente me irei esquecer de ti. obrigada pelos bons momentos, e pelos maus também. aprendi muito contigo, cresci ainda mais. mas infelizmente, chegou a hora de encerrar este capítulo. sê feliz!
março 23, 2015
fim.
eu não decidi tirar-te da minha vida, as coisas simplesmente aconteceram. no fundo, eu sabia que mais tarde ou mais cedo teríamos de seguir caminhos diferentes. sempre soube. desde o momento em que decidi dar um novo rumo à minha vida, sempre soube. as nossas divergências, a nossa forma tão distinta de encarar a vida era um problema... somando ao facto de estarmos a incontáveis quilómetros de distância, era um claro presságio de que isto iria acontecer. sejamos racionais. nenhum casal consegue aguentar tantas diferenças, e nem sequer nos podíamos intitular dessa forma. não éramos um casal, e para ser sincera não sei o que éramos. fomos durante muito tempo duas pessoas que se gostavam, que partilhavam bons momentos quando estavam juntas, e por isso talvez tenhamos deixado que as coisas se tenham arrastado até este ponto... habituamo-nos a estarmos na vida uma da outra, mesmo que em algum momento tenhamos deixado ser felizes juntas. deixou de ser algo expontâneo, e começou a ser uma rotina, uma rotina forçada.