É frustante sentir que afinal nunca me curei verdadeiramente desta maldição, estava apenas camuflada com os momentos fugazes que me proporcionavam alguma alegria, e com o meu constante desequilíbrio emocional. O problema é que quando aqueles míseros momentos fugazes deixaram de acontecer com tanta frequência e a vida começou a seguir um rumo contrário àquilo que eram as minhas expectativas, a dor ficou exposta, o vazio tornou-se evidentemente ainda mais profundo, e tudo voltou a desmoronar... a farsa acabou e percebi. A quem é que eu queria enganar?! A mim mesma ou aos outros? Que parva. A tentar convencer-me que tinha superado. Que ilusão. A verdade é que nem sei se algum dia vou conseguir fazê-lo.
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"não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo."