fevereiro 03, 2018

Sem respostas

Logo que te encontrei, perdi-me em ti. E como não fazê-lo? Apaixonei-me pelo teu sorriso, pela forma como falas, pelo teu simples jeito, e logo aí o meu coração já fraco, amoleceu.
Entreguei-me, deixei-me ir, podias ter-me levado, naquele instante, para onde quer que fosse, eu iria, como se fossemos uma só. 
Mais tarde, deixei-me iludir pelas promessas, pelas verdades que saiam da tua boca mas o teu olhar teimava em não concordar... Perdi-me, perdi-me de mim mesma. Por já nem saber quem eu sou, sem ti, ou contigo, por não acreditar na minha própria verdade, que agora, nem sei qual é. Deixei-me ir, como uma folha que cai no rio que flui até a perdermos de vista. 
O quê que eu faço aqui? Quem é que eu sou? Tantas perguntas sem resposta e uma dor que já não cabe no meu peito.

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"não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo."